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Taekwondo joseense festeja campeões mundiais

O taekwondo da região está festejando dois títulos mundiais em disputas na China. Na sexta-feira, foi com Maria Clara Pacheco e na manhã desta segunda-feira, com Henrique Marques. Ambos integram a equipe da Liga Vale, parceira da Prefeitura de São José dos Campos e que desenvolve os projetos de Alto Rendimento e Atleta Cidadão por meio da LIF do Esporte.

Sobre a conquista do campeão, confira o material divulgado pela assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Taekwondo.

*** Manhã histórica para o esporte olímpico nacional. O atleta brasileiro Henrique Marques (categoria até 80kg) conquistou, nesta segunda-feira (27), a primeira medalha de ouro entre homens em um Mundial de Taekwondo. Antes dele, duas mulheres subiram ao lugar mais alto do pódio: Natália Falavigna, em Madri (2005), e Maria Clara Pacheco, há três dias, também no Mundial de Wuxi, na China.

Henrique conquistou a medalha de ouro ao vencer o atleta da casa Qizhang Xiang na final. Após abrir vantagem com um chute no colete e fechar o primeiro round por 2×1, o brasileiro manteve a postura ofensiva no segundo round e garantiu a vitória, apesar do empate por 0x0 em pontos.

O caminho de Henrique Marques até a final começou com a vitória sobre o cubano Kelvin Calderón Martinez, por 2 rounds a 0 (5×1 e 8×7). Nas oitavas de final, o brasileiro passou com tranquilidade por Faysal Sawadogo, de Burkina Faso, com vitória também por 2 rounds a 0 (5×1 e 7×1).

Na reta final

Nas quartas de final, o primeiro round contra o norte-americano CJ Nickolas foi acirrado, mas Henrique conseguiu fechar a luta com tranquilidade no segundo round (3×2 e 7×4). A luta mais disputada no caminho até o título foi a semifinal, disputada contra Artem Mytarev dos Atletas Neutros, que foi definida em três rounds (3×1, 9×10 e 4×2).

O ouro conquistado por Henrique Marques foi a 25ª medalha do Brasil em campeonatos mundiais de Taekwondo: são três ouros, oito pratas e 14 bronzes. É a primeira vez que o país conquista dois ouros em uma mesma edição de Mundial.

“Estou muito feliz com a minha conquista. Quero agradecer demais à Confederação Brasileira (de Taekwondo) por todo suporte, todo apoio, que vem fazendo comigo e todos os atletas da seleção. Sem eles isso não seria possível. Muito obrigado”, celebrou Henrique.

Superação

A conquista de Henrique veio após a descoberta de uma arritmia cardíaca, em 2023, que quase tirou o atleta do esporte, e do falecimento de seu pai, Ari Fernandes, em 2024. Com sua recuperação, foi possível seguir em frente na modalidade e fazer história, com apenas 21 anos. ***

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A campeã

Sôbre a conquista de Maria Clara Pacheco, confira o material divulgado pelo portal agenciabrasil.ebc.com.br

*** Após duas décadas de espera, a lutadora Maria Clara Pacheco colocou o Brasil de volta ao topo do pódio do Campeonato Mundial de taekwondo. Na sexta-feira (24), ela faturou a medalha de ouro na categoria dos 57 quilos, ao derrotar na final a sul-coreana Yu-Jin Kim, campeã olímpica em Paris 2024. O primeiro título mundial do Brasil na modalidade foi conquistado por Natália Falavigna, em 2005. O Mundial vai até a próxima quinta (30), em Wuxi (China).

“É uma emoção que eu não consigo explicar, é a primeira vez que eu ganho um título tão importante e era realmente o objetivo do ano. Estou muito feliz, agradeço a todos que estavam na torcida! E mando um abraço especial para a minha mãe, para o meu pai, dedicar essa vitória para o meu treinador que está aqui e tornou tudo possível e agradecer grandemente à CBTKD e ao Time Brasil por todo o suporte que eles me deram durante esse ano e nos últimos anos para que esse ciclo seja o melhor possível”, disse Maria Clara, de 22 aos, após cravar a segunda vitória do ano sobre a sul-coreana campeã olímpica – a primeira foi na casa da adversária, na final do Grand Prix de Muju.

Especial

O ano de 2025 está sendo especial para a campeã mundial, que lidera o ranking dos 57kg. Foram dois títulos de Grand Prix – o primeiro em Charlotte (Estados Unidos) e o segundo em Muju (Coreia do Sul) – além do ouro inédito para Brasil nos nos Jogos Mundiais Universitários, em Essen (Alemanha).

“A Maria é uma atleta que, há algum tempo, já nos desperta essa atenção. A gente vem trabalhando junto com a Confederação, investindo na Maria nos últimos anos. E, principalmente nesse ano, ela deu um salto de performance incrível. Foi um ano muito bom, em que ela ganhou tudo o que disputou. Pude estar aqui e acompanhá-la. Estou acompanhando a equipe brasileira, pelo COB. E vê-la entregar um nível de performance que ela colocou hoje, muito acima das demais, é muito gratificante”, comemorou a ex-atleta Falavigna, atual gestora esportiva do Comitê Olímpico do Brasil.

A campanha

A campanha de Maria Clara, principal cabeça de chave na disputa dos 57 kg, começou na segunda rodada com vitória sobre a portuguesa Leonor Correia, por 2 a 0, em dois rounds (13×0 e 13×0). Depois, nas oitavas, a paulista de São Vicente travou uma batalha acirrada contra a espanhola Laura Rodriguez Maquina, campeã europeia júnior em 2024. A adversária levou o primeiro round por 6×5, mas Maria Clara se recuperou e venceu de virada, por 2 a 1, ganhando os outros dois rounds (10×5 e 5×2). Nas quartas, a brasileira superou outra adversária de peso, a norte-americana Faith Dilon, campeã pan-americana, por 2 a 0 (8×6 e 8×4). Já semifinal, foi em clima de revanche: Maria Clara reencontrou a chinesa Luo Zongshi, que eliminou a brasileira nas quartas de final de Paris 2024. A paulista não deu chances à rival: levou a melhor por 2 a 0 (4×1 e 10×2) e avançou à final contra a sul-coreana Kim Yu-jin.

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Nas imagens, Henrique Marques golpeando na luta final (foto de World Taekwondo) e Maria Clara comemorando o título (CBTKD/Divulgação).

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