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Rugby feminino está voltando da Copa do Mundo

A Copa do Mundo de Rugby Feminina prossegue na Inglaterra e a Seleção Brasileira já está voltando depois das suas três partidas pela fase de grupos. Com jogadadoras do São José e Jacareí, as Yaras mostraram evolução, mas ainda não suficiente para que pudessem ameaçar as concorrentes mais fortes e tradicionais na modalidade.

A Copa do Mundo Feminina de Rugby (Women’s Rugby World Cup) se encerrou para a Seleção Brasileira, mas com clima positivo. No domingo, o Brasil voltou ao estádio Franklin’s Gardens, em Northampton, com 13.228 espectadores, para encarar a Itália, em duelo de dois times que já não avançariam mais às quartas de final. As Yaras levantaram o estádio logo no começo com penal chutado por Raquel Kochhann,

No entanto, a Itália, quinta colocada da Copa do Mundo passada, se impôs. Foram doze tries das italianas para fecharem a vitória em 64 a 3. O Brasil ainda lamentou um try anulado, após Giovanna Barth roubar bola e disparar para o try, porém tendo cometido knock-on (derrubar a bola para a frente, algo irregular no rugby) no caminho. O Brasil ainda teve bons momentos, empurrando a Itália no maul e efetuando 220 tackles, com 74% de aproveitamento.

Ao final da partida, o treinador Emiliano Caffera comentou: “Estou muito orgulhoso. Hoje fizemos muitas coisas boas. O principal aprendizado deste torneio é a experiência: mostrar ao mundo que o Brasil tem rugby de quinze e que temos muitas atletas talentosas. Agora o que precisamos é de mais jogos, mais torneios, mais apoio. Jogamos duas ou três partidas por ano; eu quero jogar nove, dez, doze partidas por ano”.

Despedida

O jogo marcou a despedida de uma atleta histórica do Brasil, Edna Santini, primeira jogadora da história a disputar todas as grandes competições de rugby do mundo pelo Brasil: Copa do Mundo de Rugby XV, Copa do Mundo de Rugby Sevens, Jogos Olímpicos, Circuito Mundial de Rugby Sevens, Jogos Pan-Americanos, Copa do Mundo de Rugby League e Mundial Universitário.

Aos 33 anos e radicada em Portugal, a ex-jogadora do São José optou pela aposentadoria. da seleção “Estou muito realizada. Eu tenho 23 anos de rugby e é importante saber o momento certo de parar. Eu sei que fiz algo de bom pelo rugby e espero que mais meninas se inspirem a jogarem nosso esporte. Eu vou seguir no rugby, já sou treinadora e quero ajudar mais crianças a conhecerem o rugby”, comentou a atleta.

O clima de despedida foi substituído pela alegria do feito das Yaras. “Estamos muito felizes e orgulhosas ao final deste que foi nosso último jogo. Estamos orgulhosas por termos conseguido vir para esta Copa do Mundo e jogar do nosso jeito, com o nosso estilo. Apenas muito orgulhosas e felizes”, falou a capitã Eshyllen Coimbra. “Acho que houve muita mudança ao longo do torneio, muita diferença entre as partidas, e temos trabalhado duro a cada semana. Claro que, com os jogos, vamos melhorando a cada partida. Acho que, como brasileiras, aprendemos rápido, conseguimos praticar, mostrar o que aprendemos e incorporar isso ao nosso jogo. Hoje conseguimos apresentar um bom jogo. Hoje à noite vamos comemorar, e voltamos daqui a quatro anos”, completou.

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Crescimento

Mais experiente do elenco no Rugby XV, Larissa Henwood, brasileira que fez carreira no rugby da Nova Zelândia deixou claro que o Brasil crescerá no cenário internacional: “Esta é só a primeira Copa do Mundo e vamos voltar, mais fortes, e com condições de sairmos de campo com vitórias. A história só está começando e quero voltar com este time para estarmos aqui de novo”. A próxima edição da Copa do Mundo será em 2029 na Austrália.

A disputa

A Copa do Mundo segue agora com sua fase de mata-mata. Nas quartas de final, os confrontos serão: Nova Zelândia contra África do Sul, Canadá versus Austrália (ambos dia 13), França diante da Irlanda e o clássico britânico entre Inglaterra e Escócia (os dois últimos no dia 14). As semifinais serão nos dias 19 e 20, na cidade de Bristol, e a grande final no dia 27, em Londres.

Na partida contra a Itália, o técnico Emiliano Caffera, armou a escalação inicial do Brasil com: 15 Fernanda Tenório, 14 Giovanna Barth, 13 Marina Fioravanti, 12 Mariana Nicolau, 11 Bianca Silva, 10 Raquel Kochhann, 9 Aline Mayumi Bednarski, 8 Camilla Ísis Carvalho, 7 Larissa Carvalho, 6 Larissa Henwood, 5 Dayana Dakar, 4 Eshyllen Coimbra (c), 3 Pâmela Santos, 2 Júlia Leni e 1 Franciele Barros.

Começaram como suplentes: 16 Isabela Saccomanno, 17 Taís Prioste, 18 Giovana Mamede, 19 Marcelle Cruz, 20 Ana Carolina Santana, 21 Letícia Medeiros, 22 Leila Silva e 23 Edna Santini ((Mariana, Isabela e Edna são ligadas ao São José e Letícia e Giovana, ao Jacareí).

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Nas fotos (de Matías Santana/Brasil Rugby), um disputa da despedida da brasileira contra as italianas e o time durante a execução dos hinos.

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