Rugby feminino jogou pela primeira vez na Copa 1

Rugby feminino jogou pela primeira vez na Copa

A Seleção Brasileira Feminina de Rugby, com três jogadoras do São José e duas do Jacareí, pela primeira vez disputou uma partida de Copá do Mundo. Neste domingo, chegou a pontuar, mas sem conseguir ameaçar o favoritismo do adversário.

Confira no matrial enviado por Alexandre Massi, da assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Rugby.

Pela primeira vez na história, o Brasil disputa a Copa do Mundo de Rugby (Rugby World Cup), a grande competição do Rugby XV mundial. As Yaras debutaram neste domingo, dia 24, encarando a África do Sul, em partida que terminou com vitória sul-africana por 66 a 6.

A estreia brasileira foi coberta de emoção, com o Brasil sendo ovacionado no estádio Franklin’s Gardens, em Northampton, que teve casa cheia para o jogo e com direito a torcida brasileira. Celebrando a matriz cultural indígena, as Yaras foram a campo com uma borduna, artefato indígena do povo Rikbaktsa, símbolo de força e proteção. Com o pontapé inicial, o Brasil encarou uma partida extremamente física contra as Springboks, que impuseram seu jogo desde o começo. Ao todo, as sul-africanas marcaram dez tries.

Para as Yaras, a celebração dos primeiros pontos na história da competição veio com dois chutes perfeitos de penalidade com Raquel Kochhann, 10 minutos e aos 57 minutos. Raquel foi destaque das Yaras no rugby sevens no último ano após se vencer um câncer de mama e defender o Brasil nos Jogos Olímpicos. O feito marcante rendeu à catarinense se tornar a porta-bandeira do Brasil em Paris.

A capitã brasileira, Eshyllen Coimbra, foi destaque terminando o duelo como a jogadora com mais tackles na partida, expressivos 19. A carioca comentoiu: “É uma honra, um privilégio estar aqui. Temos 100% de certeza de que saímos daqui orgulhosos por termos dado tudo de nós. Sabíamos que não seria um jogo fácil, mas acreditamos até o fim, então só queríamos jogar juntos”.

Sobre o desafio físico, sobretudo nas formações fixas, Eshyllen analisou: “Nos preparamos para isso. Sabíamos que não seria fácil. Trabalhamos duro. Poderíamos ter feito melhor, mas demos o nosso melhor”.

Orgulhoso

O treinador Emiliano Caffera se mostrou orgulhoso do time brasileiro. O placar não é o que estávamos buscando, mas os jogadores deram tudo de si. É isso. Eles precisam de mais jogos como esse para evoluir. É a única maneira. É difícil estar sempre defendendo. Eles começam a ficar cansados. Estavam sempre correndo, mas é complicado, não tiveram muito a posse de bola. Agora eles conhecem o nível e acho que teremos um jogo melhor”.

O Brasil volta a campo no dia 31, na cidade de Exeter, diante da França, que venceu a Itália na estreia por 24 a 0. A Copa do Mundo está ocorrendo na Inglaterra, com 16 seleções. Na abertura da competição, a Inglaterra venceu os Estados Unidos por 69 a 7, em Sunderland, batendo o recorde de público da história da competição, com 49 mil fãs.

Nos demais jogos, a Austrália venceu Samoa (73 a 0), a Escócia bateu Gales (38 a 8), o Canadá superou Fiji (65 a 7) e a Irlanda derrotou o Japão (42 a 14). Por fim, a atual campeã Nova Zelândia bateu a Espanha (54 a 8).

No telão

O jogo histórico das Yaras ainda lotou a Arena Centauro, na Avenida Paulista, em São Paulo, com a Watch Party, evento oficial da Confederação Brasileira de Rugby. O telão do espaço exibiu o jogo do Brasil, celebrando o feito histórico do rugby brasileiro alcançar a Copa do Mundo.

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Os times

O Brasil entrou com: 15 Bianca Silva, 14 Giovanna Barth Moreira, 13 Marina Fioravanti, 12 Mariana Nicolau, 11 Edna Santini, 10 Raquel Kochhann, 9 Aline Mayumi Bednarski, 8 Camilla Ísis Carvalho, 7 Larissa Carvalho, 6 Larissa Henwood, 5 Marcelle Cruz de Souza, 4 Eshyllen Coimbra (c), 3 Taís Prioste, 2 Julia Leni Lima e 1 Franciele Barros.

Na suplência: 16 Isabela Gomes Saccomanno, 17 Samara Vergara, 18 Giovana Mamede, 19 Dayana Dakar, 20 Letícia Silva, 21 Luiza González Campos, 22 Fernanda Tenório, 23 Isadora Lopes;

A África do Sul começou com: 15 Byrhandré Dolf, 14 Maceala Samboya, 13 Zintle Mpupha, 12 Aphiwe Ngwevu, 11 Ayanda Malinga, 10 Libbie Janse van Rensburg, 9 Nadine Roos, 8 Aseza Hele, 7 Sinazo Mcatshulwa, 6 Sizophila Solontsi, 5 Danelle Lochner, 4 Nolusindiso Booi (c), 3 Babalwa Latsha, 2 Lindelwa Gwala e 1 Sanelisiwe Charlie.

Na suplência: 16 Micke Gunter, 17 Yonela Ngxingolo, 18 Nombuyekezo Mdliki, 19 Vainah Ubisi, 20 Lerato Makua, 21 Catha Jacobs, 22 Unam Tose, 23 Jakkie Cilliers;

Jogadoras

As brasileiras na Copa do Mundo

Pilares

Franciele Barros (Sporting, Portugal)

Giovana Mamede (Jacareí)

Pamela Soares Santos (Charrua)

Samara Vergara (Pasteur)

Taís Prioste (Bobigny, França)

Hookers

Isabela Gomes Saccomanno (São José)

Júlia Leni Lima (Curitiba)

Natália Jonck (Brothers, Austrália)

Segundas linhas

Ana Carolina Santana (Melina)

Dayana Dakar (Niterói)

Eshyllen Coimbra (c) (El-Shaddai)

Terceiras linhas

Camilla Ísis Carvalho (El-Shaddai)

Íris Coluna (Poli)

Larissa Alves (Curitiba)

Larissa Henwood (Counties Manukau, Nova Zelândia)

Letícia Medeiros (Jacareí / Bond University, Austrália)

Letícia Silva (Melina)

Mercelle Cruz de Souza (El-Shaddai)

Scrum-halves

Aline Mayumi (Pasteur)

Leila Silva (Leoas de Paraisópolis)

Luiza Campos González (Charrua)

Aberturas

Fernanda Tenório (El-Shaddai)

Maria Gabriel Graf (Brothers, Austrália)

Raquel Kochhann (Charrua)

Centros

Carolyne Katrine Pereira (Melina)

Edna Santini (São José | São Miguel, Portugal)

Giovanna Barth (Maringá)

Mariana Nicolau (São José)

Marina Fioravanti (Poli)

Pontas/Fullbacks

Bianca Silva (Leoas de Paraisópolis)

Isadora Lopes (Melina)

Yasmim Soares (Melina)

Na foto (de Morgan Harlow/World Rugby), Raquel Kochhann que fez os primeiros pontos brasileiros na história da Copa do Mundo de Rugby.

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