Rugby feminino com joseense ganha vaga na Copa 1

Rugby feminino com joseense ganha vaga na Copa

Com a participação de Mariana Nicolau, jogadora de destaque no São José Rugby e que fez os últimos pontos da partida, a Seleção Brasileira de Rugby XV está comemorando inédita classificação para a Copa do Mundo.

Confira no material de Victor Ramalho e enviado por Alexandre Massi, da assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu).

A Seleção Brasileira Feminina de Rugby XV fez história no sábado, dia 29 de junho, ao conquistar inédita classificação à Copa do Mundo de Rugby, cuja próxima edição será em 2025 na Inglaterra.

Maior evento da modalidade, a Copa do Mundo é jogada de quatro em quatro anos e foi expandida para 16 seleções, com a América do Sul garantindo uma vaga direta pela primeira vez. A decisão sul-americana ocorreu em partida entre Brasil e Colômbia, em sede neutra, no Paraguai, com as Yaras conquistando inédita vitória por 34 a 13.

O Brasil chegou para a partida sem jamais ter vencido a Colômbia no Rugby XV feminino, mas no jogo que mais valia as Yaras quebraram o tabu e conquistaram a vitória, em desempenho dominante das brasileiras nas formações fixas (scrums e laterais, que asseguraram maior posse de bola e domínio territorial para as Yaras).

O duelo começou perfeito para as Yaras, que conquistaram o primeiro try com Íris, aos 10′, após scrum, aproveitando momento que as colombianas jogavam com uma atleta a menos por cartão amarelo.

As Tucanes, a seleção colombiana, reagiram rápido com try de Juliana Soto em bola aberta até a ponta, mas o Brasil soube se portar bem diante do troco colombiano e voltou a pressionar a partir do domínio nas formações.

Aos 27′, as Yaras foram recompensadas com a bola chegando até Isadora na ponta para devolver a frente às brasileiras. O Brasil cresceu no jogo e, aos 33′, após scrum, o Brasil trabalhou bem a linha de passes até a capitã Eshyllen romper na ponta para o terceiro try, desta vez convertido por Raquel.

As colombianas ainda reduziram a diferença com penal chutado por Arzuaga, mas a primeira etapa acabou com o Brasil brilhando novamente em passe interceptado por Aline Mayumi que acabou em try com corrida de 70 metros, abrindo 22 a 8.

A Colômbia abriu o segundo tempo esboçando reação com try de Gutierrez, mas outro amarelo contra as Tucanes, em lance de try brasileiro anulado, permitiu ao Brasil dar o golpe decisivo.

O quarto try brasileiro foi de Yasmim, que roubou bola no campo de ataque e disparou aos 61′. As colombianas sentiram e o brasileiro fechou a vitória com try de Mariana Nicolau na corrida. 34 a 13, fim de jogo e classificação histórica.

União

Após a partida, a capitã Eshyllen Coimbra comentou: “Já sabíamos que seria um jogo duro, mas estávamos muito unidas para conquistar essa vitória. Treinamos muito o scrum nos últimos seis meses e, para você ter uma ideia, trabalhamos com as seleções masculina adulta e juvenil e também com um time profissional feminino que temos”.

“Estou muito contente, este grupo é maravilhoso. A partida se desenvolveu da forma que havíamos planejado: fizemos um primeiro tempo sólido, conseguimos controlar um pouco a posse de bola na segunda etapa, e o resultado veio. O sucesso no jogo passa pelas formações fixas, que foi o que mais nos dedicamos nos últimos meses, e agora para a Copa do Mundo teremos que trabalhar muito mais”, exaltou o treinador Emiliano Caffera, uruguaio que comanda as duas seleções brasileiras de Rugby XV (feminina e masculina).

“É uma conquista que marca época para o rugby brasileiro. A Copa do Mundo de Rugby é o grande evento do nosso esporte. A edição masculina é hoje a terceira maior competição esportiva em impacto econômico para o país sede, mostrando a força do rugby no planeta. A edição feminina de 2025 promete ser a maior da história para as mulheres, na esteira do crescimento e do sucesso que os Mundiais femininos de todos os esportes estão tendo. A Brasil Rugby trabalha o rugby feminino com o maior zêlo, da base ao topo, e essa conquista só prova o tamanho das Yaras, Elas são inspiração para gerações de mulheres e de todos os fãs de rugby”, comentou a CEO da Brasil Rugby, Mariana Miné.

“Somos muito gratos a essas atletas e comissão técnica que trabalharam incansavelmente por este sonho. É um feito que prova a força de nosso rugby, que é capaz de chegar aos Jogos Olímpicos e permanecer entre as 12 melhores seleções do mundo na elite do Circuito Mundial no Rugby Sevens, ao mesmo tempo que logra o feito de ir a uma Copa do Mundo no Rugby XV. Tudo isso no dia em que a nossa seleção feminina completa 20 anos. É um feito dessas jogadoras incríveis e também de todo o nosso rugby, que trabalhou por isso por décadas”, afirmou Martin Jaco, presidente do conselho de administração da Brasil Rugby, fazendo referência ao fato da Seleção Brasileira Feminina de Rugby Sevens, a mais antiga das seleções femininas de Rugby, ter sido criada em 2004.

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Outras seleções

Antes da partida, 12 das 16 seleções que participarão da Copa do Mundo de 2025 são conhecidas: Nova Zelândia (atual campeã), Inglaterra (atual vice e país sede), França, Canadá, Austrália, Estados Unidos, Itália, Irlanda, Escócia, Fiji, África do Sul e Japão. Brasil e País de Gales conquistaram suas vagas neste sábado, restando apenas 2 vagas que serão decididas em outubro com o WXV, a liga mundial da modalidade. Com a classificação, o Brasil se iguala a potências como Austrália, Nova Zelândia, França, Irlanda, Fiji, Japão, Canadá e EUA as quais são seleções femininas que estão na elite mundial tanto do rugby sevens como do rugby XV.

O time

A Seleção Brasileira, do treinador Emiliano Caffera, entrou em campo com: Fernanda Tenório, Isadora Lopes, Giovanna Barth, Mariana Nicolau, Yasmim Soares, Raquel Kochhann, Aline Mayumi, Íris Coluna, Letícia Medeiros, Camilla Ísis Carvalho, Sofia Arantes, Eshyllen Coimbra, Taís Prioste, Júlia Leni e Samara Costa. Começaram na suplência: Isabela Gomes, Patrícia Lima, Carolina Palazzini, Marcelle Souza, Larissa Alves, Luiza Campos, Marina Fioravanti e Carolyne Pereira.

Na foto (de Brasil Rugby/Divulgação), as brasileiras comemorando e com a joseense Mariana Nicolau deitada no gramado.

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